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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

1963 - Jorge Ben - Samba Esquema Novo [4]


Alguns artistas têm a capacidade de pegar um gênero musical consolidado e moldá-lo a seu próprio gosto de tal forma que fica a duvida: “é um gênero que foi renovado ou ele foi desconstruído para a criação de algo totalmente novo?”, Samba Esquema Novo é um caso típico desse fenômeno, aliás, o próprio titulo do disco consegue explicar de maneira rápida e eficiente a proposta do álbum.
O que Jorge Ben (ainda sem o Jor) fez nesse disco foi “swingar” o Samba, alguns dizem que é o tal do Samba Rock, mas o rotulo que mais me agrada é o Sambalanço, uma espécie de Samba acústico, mas não introspectivo. Apesar de o violão ser a arma principal de Jorge, o disco tem o acompanhamento muito competente por sinal de outros músicos onde se destaca o trabalho nos metais e na percussão.
O disco ainda tem músicas como Mas Que Nada (que foi gravada por inúmeros artistas), Chove Chuva, Quero Esquecer Você (ou seria quero esquecer voxe?) e Menina Bonita Não Chora. Essas que são as melhores em minha opinião, mas na real mesmo, pode colocar o disco inteiro pra tocar quando fizer um churrasco com os amigos naquele domingão de Sol, a beira da piscina, enquanto se espera começar o jogo de futebol, que eu tenho certeza que é sucesso absoluto, ai... Como é bom ser BRASILEIRO!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

1963 - Bob Dylan - The Freewheelin' Bob Dylan [1]





Em 1963 Bob Dylan ainda não era a lenda conhecida por todos, e muito menos o senhor setentão de hoje, mas já mostrava que era um artista diferenciado. De certa forma Dylan sempre esteve à frente do seu tempo e esse disco é uma prova disso, trabalho que talvez seja o 1º disco mais sério da historia da música “pop” no geral.
No começo dos anos 60 faltava um disco de verdade, onde o conceito álbum fosse definido de forma clara, ou seja, não fosse apenas um apanhado de músicas ou singles, e Bob Dylan, provavelmente foi um dos primeiros a exercer esse papel importantíssimo para a história da música.
The Freewheelin' Bob Dylan abre com Blowin' In The Wind um dos hinos desse artista e talvez uma das músicas mais lindas feitas até então. Masters of War é uma critica aos “Senhores” da guerra que se esbaldam com os lucros da guerra enquanto jovens são mortos. A Hard Rain's A-Gonna Fall dá continuidade aos versos políticos de Dylan, embalado por uma típica melodia Folk. Don't Think Twice, It's All Right provavelmente a minha favorita do disco, que é uma canção sobre uma separação de um casal onde a mulher não dava valor a seu companheiro e por vezes queria mais do que seu amante lhe podia oferecer, sendo uma previa da fase “romântica” do inicio dos anos 70.
Dylan ainda não era a Lenda, nem um Mito, nem tinha feito o melhor trabalho da sua carreira e em minha opinião nem vivia o auge artístico de sua fase elétrica, mas isso serve apenas para comprovar o valor desse artista, aonde um dos seus melhores trabalhos já é superior a 99% de tudo que foi feito e ainda será feito na historia da música, The Freewheelin' Bob Dylan é a primeira mostra de que Dylan de fato é um dos maiores artistas de todos os tempos.